Primeiramente o que é carbono?

O carbono é um elemento químico de número atômico (Z) igual a 6, o que significa que os átomos que o formam possuem seis prótons em seu núcleo. Sua massa molar é de 12,011 g/mol e na natureza são encontrados três isótopos do carbono, que são: o carbono-12, carbono-13 e carbono-14. O C-12 possui seis prótons e seis nêutrons no núcleo e é o mais abundante. O carbono está presente em tudo ao nosso redor e dentro de nós, pois ele compõe compostos orgânicos naturais — como os combustíveis fósseis, que incluem o petróleo, o carvão e o gás natural, e outros combustíveis, como o etanol e os biocombustíveis —, produtos agrícolas, entre outros. Forma também compostos orgânicos sintéticos, como fibras sintéticas que formam os tecidos, os medicamentos, os polímeros que formam os plásticos e as borrachas, inseticidas, corantes e muito mais. Dentro de nós, dos animais e dos vegetais, o carbono forma compostos importantíssimos, a exemplo dos carboidratos, como o açúcar, a glicose e a celulose; as proteínas que formam, por exemplo, o DNA, e que junto aos lipídios formam as membranas dos glóbulos vermelhos e dos glóbulos brancos.
Tudo isso mostra a importância do carbono para a manutenção da vida. Mas ele tem sido associado também a aspectos negativos, como a intensificação do efeito estufa e o consequente aquecimento global, isso porque o principal vilão desses problemas é o seu composto gás carbônico (CO2). Principalmente em face da grande queima de combustíveis fósseis que liberam esse gás, a concentração de CO2 na atmosfera tem aumentado. Por ser um gás estufa, ele causa os problemas mencionados. Por outro lado, o dióxido de carbono também está presente em reações vitais, como a fotossíntese e a respiração.

Veja o vídeo abaixo para entender melhor o ciclo do carbono:  

https://www.youtube.com/watch?v=ZSiU6N8tBzI

 

Para um entendimento melhor sobre o carbono vamos abordar sobre as consequências do efeito estufa. 

O que é o efeito estufa?

O efeito estufa é um fenômeno natural de extrema importância para a existência de vida na Terra. É responsável por manter as temperaturas médias globais, evitando que haja grande amplitude térmica e possibilitando o desenvolvimento dos seres vivos.

Esse fenômeno, no entanto, tem sido agravado pela ação antrópica, que tem elevado as emissões de gases de efeito estufa à atmosfera, provocando alterações climáticas em todo o planeta. Essa grande concentração de gases dificulta que o calor seja devolvido ao espaço, aumentando, consequentemente, as temperaturas do planeta.

Como funciona o efeito estufa?

O Sol emite calor à Terra. Parte desse calor é absorvida pela superfície terrestre e pelos oceanos, outra parte é devolvida ao espaço. Contudo, uma parcela da radiação solar irradiada pela superfície fica retida na atmosfera em decorrência da presença de gases de efeito estufa, que impedem que esse calor seja devolvido totalmente ao espaço. Dessa forma, mantém-se o equilíbrio energético e evitam-se grandes amplitudes térmicas.

Para exemplificar melhor, imagine um carro estacionado em um dia bastante ensolarado. Os raios solares atravessam os vidros e aquecem o interior do veículo. O calor tende a ser devolvido para fora do carro, saindo pelo vidro, contudo encontra dificuldades. Assim, parte do calor fica retido no interior do carro, mantendo-o aquecido.

Fazendo uma analogia, os gases de efeito estufa presentes na atmosfera funcionam como o vidro do carro, permitindo a entrada da radiação solar e dificultando que toda ela seja devolvida ao espaço.

 

 

Como fazer a mitigação de carbono ?

Mitigação é definida como a intervenção humana para reduzir as emissões por fontes de gases de efeito estufa e fortalecer as remoções por sumidouros de carbono, tais como florestas e oceanos. A pergunta básica para mitigação é: “Como minimizar as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera?”

No setor de transportes, a mitigação de gases de efeito estufa está relacionada não somente à escolha de combustíveis alternativos como o etanol e biodiesel, mas também à melhoria da eficiência energética. Por exemplo, as emissões de dióxido de carbono nos “novos” veículos leves podem ser reduzidas em até 50% em 2030 comparadas aos modelos atualmente produzidos, assumindo avanços tecnológicos persistentes.

 

 

No setor Agricultura, a mitigação pode ser alcançada por meio de práticas de plantio direto, onde o revolvimento da terra para plantio, com consequente liberação de dióxido de carbono pelo solo, é evitado. Adicionalmente, uma agricultura menos intensa no uso de fertilizantes nitrogenados, responsáveis por emissões de óxido nitroso, também é uma alternativa para o setor.


Para o Brasil, a contribuição mais efetiva para a mitigação da mudança do clima está relacionada à redução de emissões por desmatamento, atividade responsável por grande parte das emissões brasileiras. Nesse particular, o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal foi criado em 2004 e vem sendo implementado, apresentando resultados importantes nos últimos anos.

 

A mitigação da mudança do clima no processo decisório é parte integral do desenvolvimento sustentável, pois os seus esforços podem auxiliar na redução do risco de impactos adversos da mudança do clima que irão prejudicar aqueles que possuem menores possibilidades de lidar com esses impactos – os menos favorecidos economicamente. 

 

 

 

Para a melhoria do nosso planeta vamos cuidar do que é nosso, não seja o o vilão de uma vida futura .